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Panamá, em segundo lugar no “ranking” de ADEN

Representantes de ADEN indicaram que uma desaceleração poderia reduzir a subida na inflação que experimenta o país.

Panamá obteve o segundo lugar, de um total de 18 países na região, pelo segundo ano consecutivo na medição anual de competitividade do Instituto de Competitividade ADEN.

Segundo o estudo, Panamá conseguiu uma pontuação de 74.7 de um máximo de 100, superado unicamente pelo Chile (81.4)

Se seguem na escala, Costa Rica( 72.9) e Brasil (72.2) ao final da lista se encontram Venezuela (57.1) e Bolívia (55.7).

O índice mede vários elementos das economias participantes, incluindo infra-estrutura, estabilidade, saúde, e educação.

Em comparação com um estudo prévio de ADEN realizado em abril do ano corrente, Panamá registrou uma queda nos segmentos de institucionalidade (-1.3%) e estabilidade macro-econômica (-3.5), mas incrementou sua pontuação nos setores de infra-estrutura (3.0%), saúde (2.0%) e educação (13%) .

Uruguai mostrou um avanço importante, obtendo a pontuação mais alta nas categorias de institucionalidade e saúde.

Os resultados foram apresentados no dia de ontem por Sérgio Tertusio, decano de ADEN e Alejandro Trapé, diretor do Instituto de Competitividade.

Tanto Trapé, como Tertusio indicaram que , situado no contexto de uma instabilidade mundial, uma desaceleração no crescimento econômico de Panamá, não deve ser tomada como um mau sinal.

De fato, um crescimento a um menor ritmo, poderia ter a vantagem de reduzir a pressão inflacionária sobre os preços, o qual tem afetado a muitos panamenhos.

Para Trapé, Panamá tem sido um sucesso na criação de zonas especiais de desenvolvimento, indicando que o Governo de Equador busca atualmente recriar o modelo de Cidade do Saber nesse país.

Trapé também indicou que Panamá tem uma forte dependência em seu setor de serviços e que é provável, que este componente será afetado por uma queda na demanda mundial, pela qual seria proveitoso atrair o capital estrangeiro até os setores primários e secundários da economia.