Dados para vestir o traje típico

Muito colorido e elegante. Assim é o traje típico de Panamá: a pollera, que segundo contam os livros de história tem suas origens na Espanha, no século XVI ou XVII.

Que mudanças têm sofrido esta vestimenta com o passar dos anos?

A atual pollera, dita ser a que se usava nos finais do século XIX e princípios do século XX. Este último século conhecido da evolução do traje típico nacional, que exibe com graça a mulher panamenha, comenta o historiador Milciades Pinzón.

As mudanças se registraram no desenho das grinaldas, que de pequenas se fizeram maiores, assim como na utilização de imagens da fauna panamenha, que de muito discretas têm tomado um tamanho pouco estético, indica.

Tal é o caso da utilização de pássaros, que agora ocupam um espaço no pollerón, que subtrai elegância a pollera, considera.

Além disso, se pode indicar a existência de saias, que abusam das cores, quando antigamente, no máximo, elas tinham dois tons.

Antes, só se utilizava negro, azul, roxo, vermelho ou branco, conta a folclorista e educadora Dolores Cordero Pérez. O azul, porque se tinha os fios com anil e o roxo, porque se utilizava a baba do caracol púrpura para a tintura. As outras cores se tiravam de tecidos desfiados, explica.

O verde e o laranja não se encontravam, muito menos o marrom e o dourado, muito populares na atualidade, ressalta.

Além disso, as anáguas, antes tinham trabalhos mais simples, com talco ao sol e bordados que só ocupavam a parte inferior da peça, agora se trabalha toda a anágua, com tecidos e bordados; quanto mais tenha, melhor, indica.

Há alguns anos, as polleras tinham menos vôo, enfatiza a artesã Keyda Jaén de Broce.

Isso para não falar dos tembleques (adornos de cabeça) e o excesso de jóias, sobre a cabeça e o peito da mulher ,respectivamente, assinala Pinzón.

VESTIR A POLLERA

Desde o fim de semana, até amanhã, terça-feira, se realiza em Las Tablas, Los Santos, o tradicional Festival Nacional da Pollera, onde o traje nacional é o protagonista.

Vale à pena conhecer os passos, para vestir-se com este traje.Para isto, o folclorista e professor Gino Herrera oferece alguns dados do processo, que o considera “como um ritual”.

Não é tão simples, diz o especialista, pois se necessitam de duas horas para deixar a dama bem vestida, considera o diretor do grupo folclórico Projeções, Ritmos e Tradições.

O primeiro é o penteado, os coques devem ficar em uma altura boa.

É imprescindível se maquiar antes de colocar a blusa, pois se pode manchar o vestido.Em seguida se coloca a blusa.

O seguinte é a anágua, que se a garota é de constituição gorda deve usar apenas uma e se é magra, pode usar duas. Você deve amarrar primeiro para a frente e a camisa deve ficar esticada. Você não deve exibir os ombros.

Então é a vez dos brincos, porque quando se colocam os tembleques(adornos) pode se esquecer.

O ponto seguinte é a colocação das correntes,entre elas um apoio, que deve ir ao longo para que se tenha vistosidade, também há a corrente plana, o rosário, o guachapalí e as correntes abertas, entre outras.

Há mais de 12 correntes, mas dependerá da pessoa.O recomendável é usar sete, para que se possam apreciar.

Ao finalizar com o vestuário vêm os acessórios: o anel,o conjunto de sete itens ligados entre si, anéis e pulseiras, e os braceletes.Ao chegar a etapa da colocação dos tembleques (adornos de cabeça), Herrera começa da frente até atrás, com os tampões nos ouvidos, porque elas devem estar muito inclinadas, de como verão a mulher de frente, em seguida prosseguem com os outros trembleques( adornos de cabeça).

Se segue com a colocação da saia, que se amarra igual as anáguas; Na frente primeiro. Em seguida, as bandeiras pequenas e os sapatos, que devem ser da mesma cor, como o pompom ou bolota.

Desta maneira, a menina, jovem ou senhora, ficará pronta para sua apresentação.

Fonte: www.prensa.com