Manuel Amador Guerrero

Manuel Amador Guerrero, que é apresentado como um dos líderes da “nacionalidade panamenha”, não nasceu no Istmo, mas sim em Turbaco, perto de Cartagena, a 30 de julho de 1833.Procedia de uma estirpe contraditória: seu avô materno, Manuel Guerrero, aparece na liderança de insurreição de prisioneiros espanhóis, que em 1815, durante o cerco a Cartagena por Pablo Morillo, fecharam as portas das muralhas de Santo Domingo aos patriotas.

Ao contrário, pelo lado paterno, foi sobrinho de Juan de Dios Amador, governador de Cartagena, durante o cerco de Morillo e de Martín Amador, fusilado pelos espanhóis em 1846.

Manuel Amador nasce da união de José María Amador e Mercedes Guerrero e Córdoba. Estudou Medicina na Universidade de Cartagena e emigra para o Panamá em 1855, ano em que se inaugurou a ferrovia Transístmica, que trouxe uma relativa prosperidade a este Departamento, convertido em passagem obrigatória de pessoas e mercadorias, durante chamada “febre do ouro”. Amador se empregou como médico da Companhia de Estrada de Ferro, empresa, da qual saíram todos os segmentos, que promoveram, anos depois, a separação do Istmo de Colômbia. Seu matrimônio com María de la Ossa lhe vincula as famílias da oligarquia comercial do Istmo.

Até os anos sessenta, aparece Amador, na política local, dentro dos anfitriões do partido conservador, no qual se destacou, ocupando importantes cargos públicos: membro do Congresso pela província de Veraguas; Primeiro Designado do Estado Soberano de Panamá em 1866;Presidente deste em 1867, embora não pode exercer o cargo: Chefe Civil e Militar interino em 1886, assessor do governador Víctor Salazar, durante a guerra dos Mil Días; proposta por este último membro do senado em 1902-03, cargo, que lhe foi apreendido, pelo vice-presidente Marroquí.

Sua militância conservadora, seus vínculos familiares e por considerar-se podem explicar por que desempenhou um papel chave no crucial momento em que o Istmo decide separar-se da Colômbia.