Independência de Panamá da Espanha

 

Data da Independência de Panamá de Espanha: 28 de Novembro de 1821        

O movimento panamenho de independência da Coroa Espanhola inicia-se a 10 de novembro de 1821, com os eventos do Primeiro Grito de Independência na Villa de Los Santos por Rufina Alfaro e Don Segundo Villareal, o qual contou com o respaldo de outras cidades como Natá, Penonomé, Ocú e Parita.

O exército monarquista da cidade de Panamá estava a mando do Coronel José de Fábrega, crioulo oriundo de Veraguas, o qual foiaproveitado pelos nativos do istmo, que obtiveram a cumplicidade do Coronel Fábrega, as sociedades patrióticas e o clero, o qual contribuiu economicamente para o movimento. Em 28 de novembro, o Conselho convocou um Cabildo Aberto e em ato solene, na presença das autoridades militares, civis e eclesiásticas, se declararam quebrados os vínculos, que atavam o istmo de Panamá com a Espanha. Entre os personagens ilustres, se encontravam José Higinio Durán e Martell, o bispo de Panamá, Dr. Carlos de Icaza, Mariano Arosemena, Juan de Herrera, Narciso de Urriola, José de Alba, Gregorio Gómez, Manuel María Ayala, Antonio Planas, Juan Pío Victorias, Antonio Bermejo, Gaspar Arosemena e Casimiro del Bal.

Em 30 de novembro de 1821, as fragatas de guerra Prueba e Venganza (Prova e Vingança), chegam à baia de Panamá para buscar o resto das tropas espanholas. Os capitães espanhóis José de Villegas e Joaquín de Soroa assinam um contrato de paz com o General José de Fábrega (elevado a General e nomeado chefe civil e militar do Istmo por Simón Bolívar) a 4 de janeiro de 1822, entre a monarquia espanhola e os patriotas, onde concordam com a não agressão aos territórios do istmo e a retirada das tropas e de todos os navios da Coroa Espanhola, da nova nação do istmo.

A falta de orçamento, o pouco armamento militar com o qual se contava e a insegurança de ser república pela Espanha, põem em perigo, seguir com a aventura independentista do istmo, pelo que se propõem a união de algumas das novas nações americanas, entre elas os vizinhos da união centro americana e a nação do Peru, que havia sido a principal sócia comercial do istmo, na época colonial.

Ainda que, os patriotas panamenhos admirando a liderança e a visão do Libertador Simón Bolívar e pela prévia possessão colonial do Istmo a Vice-reino de Nova Granada, tomam a medida de se unirem voluntariamente a Grande Colômbia.