Alemães, interessados no café das terras altas

O clima no qual se produz o grão é excelente e ideal para colher um dos melhores cafés do mundo. Outro produto pelo que se tem demonstrado preferência é no caso do cacau, que se produz em Bocas del Toro.

A boa qualidade do café que se produz a mais de mil e 600 metros de altura em Boquete, província de Chiriquí, foi motivo para que a Sociedade de Tostadores de Café da Alemanha, e outro grupo de pessoas interessadas na variedade Geisha realizassem uma turnê de 3 dias por diversas fazendas de cultivo e processo da categoria.

Heiko Rehorik, secretário geral da Sociedade de Tostadores de Café da Alemanha, expressou que é impressionante a qualidade de café da província de Chiriquí, pois o clima no qual se produz é excelente e ideal e sobre tudo, que as árvores de café são visivelmente saudáveis.

Rehorik expressou que por estas razões na Alemanha, a fama do café panamenho, se tem promovido, “Temos mercados para café especiais e gourmet de Chiriquí e podemos importá-lo para a Alemanha, onde estão cotados a preços, que oscilam entre os 10 e 40 dólares por libra”, adicionou. Com o crescimento na qualidade do café especial, Panamá aspira competir com as grandes empresas a nível mundial, como butique ou empresas gourmet de Alemanha e Europa.

Ben Cardoze Fábregas, promotor de Investimentos e Exportações do Ministério de Comércio e Indústria de Panamá (Mici), manifestou que esta importante turnê, não só se efetuou em Boquete, mas também em Renacimiento, Volcán, Bocas del Toro, pois os alemães também têm mostrado interesse no cacau panamenho e este é um dos que se produz, em sua maioria, na região de Bocas del Toro.

Com respeito ao cacau, o resultado se deu devido à participação de produtores na feira mundial “Coffee-Tea & Cocoa” (por suas siglas em inglês COTECA) em Hamburgo e onde Panamá foi convidado, conseguindo negociações concretas tanto para o café, como para o cacau, detalhou Fábregas. Entre as fazendas visitadas durante a turnê estiveram Fazenda Lérida, Fazenda La Esmeralda, Café Kotowa, APRE em Renacimiento, Café Durán, Yangüés, Café Ruiz.

Rachel Peterson, promotora de vendas da Fazenda La Esmeralda, explicou que o café que se produz em terras altas merece mercados mais exigentes, já que é o único no mundo que é colhido, tratado e processado manualmente, e não através de maquinários, como em outros países e os preços, que oferecem estes mercados europeus são tentadores, para o café panamenho, portanto, estamos em busca desses mercados exigentes do café.

Segundo detalharam as fontes, quando se efetuarem as vendas na Alemanha, se incluirá na embalagem do produto, histórias e lendas, com respeito à origem do café e o cacau, assim o consumidor na Alemanha, ao comprar o produto, conhecerá todos os detalhes, de regiões de Panamá, onde se produz este importante item de exportação.

Os produtores também apostam em manter os mercados já explorados para o café como Coreia, Taiwan, China, Noruéga, Suécia, Estados unidos, bons consumidores do café e cacau.

Menor produção.

Segundo o último relatório da Controladoria Geral da República, a respeito da colheita de café para o período 2011-2012 e, de acordo, com uma pesquisa obtida em maio, de cinco províncias investigadas incluindo a comarca Ngäbe Buglé, a quantidade obtida foi de 273 mil 200 alqueires pilados da categoria.

De acordo com o relatório, se registra a diminuição de 22.8%, se for comparado ao período anterior que foi de 354 mil 013 alqueires pilados de café. Dentro das províncias,que mostraram maior aumento na atividade estão: Chiriquí, com 197 mil 300 alqueires pilados, que representou 72.2% do total da colheita; a comarca de Ngäbe Buglé com 20 mil 100; Coclé com 17 mil 700; Panamá com 14 mil alqueires pilados.

Com respeito às províncias, que deram uma contribuição significativa no inventário existente, do grão estão: Colón, com uma colheita de 12 mil 200 alqueires e Veraguas com 11 mil 900 alqueires colhidos.